Apelidos: uma arte do Manezinho.

Matéria baseada no livro “Eu benzo esta Ilha”, do saudoso Zó, vulgo João Batista Rodrigues Júnior.

Você tem apelido?

Se a resposta for negativa, não mora em Florianópolis!!!
Manezinho raiz adora dar apelido. E são extremamente criativos.
Ninguém escapa!!!

Confira abaixo alguns dos vários apelidos dados, de acordo com a característica de cada personagem.

 

 

Estas alcunhas estão no livro do Zó, que faleceu pouco antes do lançamento da segunda edição. Morreu em 2014, aos 82 anos, quando seu coração parou pela alegria de assistir ao seu Figueirense fazer um gol contra o Criciúma, marcado aos 17 minutos do segundo tempo.

Dentista, sempre atendeu gratuitamente os atletas alvinegros, conforme a esposa Celina. O mesmo tratamento era dado aos remadores e artistas como Hassis, estes últimos lhe devolviam a gentileza doando quadros que hoje embelezam a sua residência, em Itaguaçu.

Foi um dos primeiros moradores do loteamento Jardim Itaguaçu. Mas o seu amor pela região era antigo: Seu pai ainda em 1948 tinha comprado um rancho de pescadores na esquina da hoje Rua Euclides da Cunha – onde atualmente funciona um restaurante. Nas temporadas de verão, esse era o endereço da família, que colocava seus pertences dentro de um caminhão e se deslocava do “centro” até o balneário. 

“Tínhamos canoas e caniços para pescar cocorocas, canhanhas, maribás e outros peixes e, ainda, uma praia limpa para banho”, relatou Zó, no registro feito pela atual responsável pelo Blog do Abraão para a Folha de Coqueiros.

 

Se você gostou desta matéria, na semana que vem tem mais apelidos, registrados no livro do Zó.

1 Comentário

  1. EDUARDO SGUARIO DOS REIS
    5 meses ago Responder

    Belo texto. Leve, alegre e um bálsamo para a memória. Já ouvi muito Mané citando estas expressões. Só o ouvido treinado consegue enteder de pronto as falas e dizeres. Mas a graça está nisto: o espírito açoriano com sua picardia onde todas as coisas tem outros nomes. Um dialeto próprio, quase uma lingua. Parabéns ela iniciativa de trazer ao lume os falares ancestrais de nosso povo mané.

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