Conheça um pouco da história do Jardim Itaguaçu

Foto de 1966 mostra o início do loteamento que resultou no Jardim Itaguaçu, no terreno da Fazenda Itaguaçu, de propriedade de Hercílio de Aquino, que hoje dá nome a uma importante rua deste bairro.

A fazenda do Comandante Aquino, como era conhecida, produzia e vendia leite para toda a região e também à Leiteria da Capital. José Rui Cabral  Soares, garoto ainda, lembra-se do leite sendo entregue em  sua casa, na década de 50, quando residia na Praia da Saudade. De acordo com relato de Dinah Aquino, a distribuição aos moradores era realizada pelo seu avô Hercílio com “carrinho de mão”,  feito de madeira. Esses carrinhos levavam dois latões de leite por vez. “Ele sempre estava acompanhado pelo meu tio Clovis e mais um empregado. As vezes, minha Mãe Marly ia junto ao lado de seus seis cachorros”, conta. Já para a entrega à Leiteria era usada uma camionete”, conta ela. 

Um dos primeiros a adquirir um terreno no local foi João Batista Rodrigues Júnior, o Zó, dentista e autor do livro “Eu Benzo esta Ilha”. “Fui o quinto a residir no loteamento e da minha janela conseguia ver toda a praia”, contou antes de falecer, em 2014, a esta jornalista, em matéria publicada na Folha de Coqueiros.

Naquele tempo, muitas famílias preferiam morar no centro e, no verão, se mudar para as praias de Coqueiros e Itaguaçu, principalmente. No caso do Zó, seu pai ainda em 1948 tinha comprado um rancho de pescadores na esquina da hoje Rua Euclides da Cunha – onde atualmente funciona um restaurante. Nas temporadas de verão, esse era o endereço da família, que colocava seus pertences dentro de um caminhão e se deslocava do “centro” até o balneário.  “Tínhamos canoas e caniços para pescar cocorocas, canhanhas, maribás e outros peixes e, ainda, uma praia limpa para banho”, lembra-se Zó, no registro feito para a Folha de Coqueiros.

Curiosidade – A casa-sede da fazenda, ou casa da pedra,  ainda existe em perfeito estado de conservação. Está localizada na Rua João Pessoa, pertinho de onde funcionava o Diário Catarinense.

Foto: acervo da Casa da Memória

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