Greve é tema da reunião do Conselho de Saúde do Abraão

Integrantes do Centro de Saúde Abraão e do Conselho Local de Saúde, com a participação de moradores do bairro, se reuniram nesta terça-feira (21) para debater a greve dos servidores da prefeitura de Florianópolis, que paralisou quase 100% do atendimento nos postos de saúde da Capital. “Como representante da comunidade, o Conselho defende uma solução que garanta o retorno das atividades. Cabe à população pressionar para que o executivo apresente uma proposta viável”, observou o presidente do Conselho Local de saúde, Marcos Pinar, que coordenou o encontro.

 Os servidores presentes destacaram que a greve não se restringe a questões financeiras ou à manutenção de vantagens funcionais. De acordo com eles, também pesam as péssimas condições de trabalho. Dentre elas, o ambiente insalubre da sala de curativo, a inexistência de saídas de emergências (todas as janelas são gradeadas), a não reposição dos extintores de incêndio, levados para a manutenção já um bom tempo, e a paralisação da obra de ampliação do Centro de Saúde.

 Hoje, com a greve, os únicos serviços prestados são a entrega de receita de remédios controlados e encaminhamento de requisições para marcação de exames. A entrega de remédios de uso contínuo é feita no Centro de Saúde de Coqueiros, às terças e quintas-feiras, das 8 às 9 horas. Já quem precisa de remédios controlados deve se dirigir à Policlínica Continente ou à UPA Norte.

Presente à reunião, o casal Antônia e Guerino Hilleshein, morador há quase 30 anos do bairro Abraão, afirmou que o maior problema tem sido a obtenção de remédios, principalmente para Antônia, que tem diabetes e precisa de insulina. Já ele, é cardíaco. “Uma parte acabamos tendo que comprar”, conta Guerino.

 A reunião do Conselho Local de Saúde é mensal e aberta à participação de todos os moradores. No próximo encontro, ficou definido que serão debatidas as deficiências apontadas nesta terça-feira e modos de saná-las.

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