PMSC – Harley Davidson terá que recuperar área degradada

Estacas já foram colocadas para delimitar o espaço ao lado da empresa. Mesmo com o acordo, Floram cobra o distanciamento de 30 metros do curso d’água, não respeitado pela empresa que, segundo o órgão, funciona até hoje sem “habite-se” por causa disso.

Conforme o superintendente da Floram, Rafael Poletto, o acordo entre Ministério Público Estadual e a Harley foi feito sem o aval da PMF, que deve entrar com uma ação para que seja respeitada a distância de 30 metros do córrego d’água.

O MPSC entendeu por bem arquivar a ação, por conta do Termo de Ajuste de Conduta firmado com a Harley, dentro de um Prad (Programa de Recuperação de Área Degradada), que não passou pelo crivo da Floram. “Nós não fomos consultados”, afirma o superintendente Rafael Poletto.

Na ação do MPSC, a Floram solicitou o pagamento de R$ 690 mil reais como compensação ambiental, quantia que seria destinada a projetos ambientais ou investido na própria área.

O município, por meio da Floram, conforme o órgão, já autuou e multou a empresa responsável pela edificação feita dentro dos 30 metros.

Segundo a Harley, fotos do local antes da construção da loja mostram que não havia nenhuma vegetação que protegia a “vala de drenagem” ao lado.

Resposta da Harley Davidson – O Blog do Abraão entrou em contato com a loja da empresa por telefone. O encarregado afirmou que, mesmo não sendo responsável pela degradação da área ao lado, a empresa aceitou fazer a recomposição. Informou também que a Prefeitura participou de todas as tratativas envolvendo o MPSC, por isso disse estranhar a posição da Floram.

Afirmou ainda considerar extremamente positivo o fato do MPSC ter dado o seu parecer a favor dos 15 metros – área que será recuperada.

O plantio das árvores deveria, segundo o cronograma firmado com o MPSC, começar dia 10 de janeiro. Mas a Harley solicitou um prazo maior.

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