Coqueiros, Itaguaçu, Abraão e seus bares.
A extensão das ruas Max de Souza, Desembargador Pedro Silva e João Meirelles, somadas, passa pouco dos cinco quilômetros. Enquanto o trânsito só aumenta devido ao elevado número de automóveis que por elas circulam, em suas margens, os bares e lanchonetes oferecem opções das mais variadas aos amantes do copo e do bate-papo.
Bem pertinho da Max de Souza, na rua Jaú Guedes, em frente a bela praia do Riso, está o Belgas, com a qualidade da cozinha do Barth e a simpatia do João. Irmãos que vieram pequenos da Bélgica para viver e trabalhar com uma das mais belas vistas do Continente. Logo adiante, ao lado do Posto Schell, um local único, onde todas as tribos se encontram, a música começa a meia noite e leva o sugestivo nome de Madrugada Mágica.
Mais para frente, na Abel Capela, Afonso Braun comanda o Armazém da Terra, com um público eclético, onde se discute até política e futebol, passando por música, cinema, viagens pelo mundo e comportamento da sociedade. Já na Desembargador Pedro Silva, o Valério e a Lilian Fernanda comando o tradicional Bolhas, com lanches, refeições, cerveja bem gelada e vista de tirar o fôlego.

Antes é possível passar no Point do Piva, um trailer encostado à praia onde é possível fazer um lanche e tomar uma gelada até a meia noite. Desse ponto em diante tem de tudo um pouco: baladinhas, como Beer and Pork e Mister chope, restaurantes mais requintados como Lindacap, Rei do Bacalhau e Rancho Açoriano, entre outros, sem deixar de lado os tradicionais trailers de x-salada como Hamburgão e Bikão.
No paraíso das bruxas de Itaguaçu, com a vista das pedras enigmáticas, o Refúgio (um bar simpático de apenas um corredor), Seo Brasil, Bar das Pedras e Toca do Parú, são apenas alguns que garantem uma gelada, petiscos, música com a possibilidade de se apreciar as obras de arte esculpidas pela natureza.
Se a Max de Souza e a Desembargador Pedro Silva dão o tom dos bares e botecos na orla, a João Meirelles, com destino ao Abraão, não deixa por menos. Bar do Telmo, Bar do Cau, Ministério da Cerveja, Bar do Pingola e o mais tradicional e raiz dos bares de Florianópolis, o Ori (quem não comeu uma almôndega e tomou uma gelada no Ori não conhece Florianópolis), fecham com chave de outro esse circuito de boemia, bebida, comida e encontros e por que não, desencontros.
Faltaram alguns ou muitos, porque é impossível em apenas uma crônica nominar todas as opções que essa região de Florianópolis, sem dúvida a mais bonita e mais eclética, tem para oferecer.
Frutuoso Oliveira – Um gaúcho de nascimento que ama Florianópolis, o local que escolheu para viver. Morador do “Prinipado de Coqueiros” ou a “Leblon de Santa Catarina”. É jornalista, colorado, amante de boteco raiz, escritor e profissional de marketing político.
Nenhum comentário ainda!